> Cuidado com cobranças por telefone

   
 

Golpistas usam nomes de empresas idôneas para enganar consumidores

O IPDC (Instituto de Proteção e Defesa dos Consumidores e Cidadãos do Brasil), recebeu reclamações referente a telefonemas realizados por supostas “empresas de cobrança terceirizadas”.

Os falsários se passam por empresas fictícias de cobrança de cheques sem fundos, terceirizadas de uma grande rede de supermercados. Solicitam quitação urgente dos supostos débitos, e explicam que estão com o cheque, mas não podem fornecer mais informações. Além disso, afirmam ao consumidor que não adianta ligar no hipermercado para pedir outras informações.

O tele atendente cobra um valor baixo e de compras que foram feitas a mais de 10 anos, justamente para o consumidor não lembrar exatamente o valor da compra.

O Instituto de Proteção e Defesa dos Consumidores e Cidadãos do Brasil (IPDC) orienta: verifique a origem do cheque antes de emitir o pagamento a empresas de cobrança via telefone. Primeiramente, peça uma cópia do cheque por fax ou e-mail, confira os dados, ligue no seu banco e se informe com o gerente. Não confie se a empresa disser que envia o cheque após o pagamento por Correio.

Protestos

Outro golpe aplicado a alguns consumidores, também através do telefone, é de pessoas se identificando como funcionários de Cartório de Protestos do Estado de São Paulo. A informação é que a dívida deve ser paga para evitar maiores complicações. Neste caso, o tele atendente liga para a empresa cobrando, e ainda, fornece um número para retorno de ligação, como também fornece dados da empresa que fez o protesto, e também, do cartório responsável pelos títulos.

Obviamente, os números telefônicos também são do mesmo grupo da falsa empresa de cobrança. Porém, o tele atendente confirma o que o primeiro atendente falou e continua dizendo para o consumidor que existem três anos de parcelas em aberto, por causa de anúncios feitos na Telelista.

A empresa que recebia o telefonema, sendo pressionada e buscando evitar os incômodos do protesto, acaba depositando o valor solicitado sem mais averiguações e posteriormente descobre que não há pendência de pagamento algum.

O IPDC orienta: não faça o depósito imediatamente, sempre confira os telefones buscando-os em lista telefônica ou até mesmo na internet (sites oficiais), peça cópia do contrato e dos boletos de cobrança. Solicite o maior número de dados possíveis. Assim fica mais fácil distinguir empresas falsárias das idôneas.

voltar