>Testemunhal.    
 

     Agora o consumidor tem voz. O jornal Gazeta do Consumidor abre espaço para a população denunciar, alertar e contar sua história.
Neste espaço “Testemunhal” você consumidor tem o direito e o dever de alertar outras pessoas e mostrar o quanto é importante exercer seus direitos.
Testemunho
Associado: Jarbas Luís Rehbein Tessmer
Data: 23/01/2006
“Em setembro de 2005 o coordenador do PROCON/PR, esteve no loteamento Rio Bonito localizado em Curitiba, realizando uma reunião com os moradores, prometendo instruí-los e tirar qualquer dúvida que fosse pertinente aos contratos realizados com as imobiliárias e eventuais dúvidas em relação ao loteamento, todavia, a reunião guiou-se por outro assunto, este fundado em desmoralização do IPDC (Instituto de Proteção e Defesa dos Consumidores e Cidadãos do Brasil)”.
“Afirmando que existiria inúmeras reclamações no PROCON contra o IPDC, mostrando uma pilha de papéis e afirmando que aquelas eram as reclamações, mas toda vez que solicitado para que ele mostra-se que aqueles papéis de fato eram reclamações, o mesmo fugia pela tangente e trocava de assunto, afirmou também que como não havia nenhuma irregularidade nos contratos, não adiantaria entrar com ação de revisão de contrato, pois os moradores iriam perder seus terrenos e ao mesmo tempo a advogada do PROCON informou que todas a ações propostas pelo IPDC, os juizes estavam dando ganho de causa para as imobiliárias.”
“Nenhum morador falou nada que fosse contra o IPDC, somente os representantes do PROCON e da Federação das Associações de Moradores de Curitiba e Região Metropolitana, insistiram em denegrir o IPDC. Nestes termos solicito que sejam tomadas as devidas providencia, e que seja feita uma investigação sobre o assunto, uma vez que como cidadão e associado do IPDC me sinto ofendido”.
Testemunho
Associado: Marcos Muschalowiski
Data: 02/03/2006
Segundo o associado Marcos Muschalowiski a Imobiliária AZ Imóveis não esta cumprindo com o que diz.
Ao contatar a imobiliária para adquirir seu terreno, a mesma prometeu que no momento em que ele quitasse o lote, teria em suas mãos a escritura com todos os termos legais corretos, mas isso não aconteceu.
“Quitei meu terreno e não recebi nenhuma escritura, paguei quase sete mil reais a mais para a AZ e nada foi feito, estava tão desolado até que um dia houve uma reunião feita pelos representantes do IPDC, neste momento decidi fazer algo de bom por mim, me associei ao IPDC. Sinto-me muito satisfeito com o trabalho oferecido pelo Instituição. Hoje não tenho mais nenhum contato com a imobiliária e nem eles me procuram mais”. Conta Muschalowiski.
Segundo o associado à descoberta que mais o satisfez, foi quando o perito analisou a situação do seu terreno e chegou a seguinte conclusão: o valor real do lote é de R$ 9.874,00, até o momento Marcos pagou cerca de R$ 16.000,00 para a AZ imóveis, uma média de R$ 6.216,00 a mais do que deveria ser pago.
Marcos conta que depois de ter certeza que havia pago um valor a mais, tentou pegar a escritura, mas a imobiliária não entregou a o tratou muito mal. Após tomar a iniciativa de procurar seus direitos, descobriu que pela Prefeitura de Curitiba o loteamento é ilegal, os ceps para entrega de correspondência estão todos errados, os documentos, cartas e cobranças nunca chegam até os moradores. “Dependemos sempre da boa vontade dos carteiros, fazemos amizade para que eles lembrem onde moramos, já que os cep’s não ajudam muito”.
“A infra-estrutura do loteamento é péssima, não existe saneamento básico, rede de esgoto e o asfalto ou antipó, que foi prometido e nunca chegou até nossas casas, os terrenos baldios estão praticamente abandonados, o matagal toma conta e isso põe em risco a segurança de todos no local”
“Espero que através deste desabafo alguém possa tomar a iniciativa de nos ajudar e também para que outras pessoas que estão passando por esta situação, não tenham medo e procurem seus direitos. No IPDC tenho resultado de tudo que esta sendo feito em meu favor, estou sendo muito bem instruído, os funcionários me tratam muito bem, só tenho a agradecer até o momento”.

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Carla Lima

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