> Um novo passo para os consumidores e seu direito    
 

     Desde a sua fundação o IPDC teve como principal objetivo à orientação, informação e educação dos consumidores. No plano judicial, devido principalmente aos grandes danos corremos sempre atrás da reparação do que já aconteceu para corrigir. Contudo, com o lançamento do PCAF, o Plano de Combate aos Abusos Financeiros contra os consumidores passamos também a requerer não apenas que se arrume o que estava errado, mas que se evitem novos erros.
Não raras vezes – para ser franco, quase sempre, os consumidores são lesados sem sequer saber que o foram. Grandes instituições bancárias, sem desmerecer sua importância e o seu direito ao lucro, tem lançado mão de várias “artimanhas” para atingir cada vez lucros mais elevados, novamente nada de errado, caso essas “idéias geniais” não surrupiassem indevidamente esses lucros dos consumidores.

Cada dia vemos mais e mais taxas serem criadas pelos bancos, onde antes serviços oferecidos e incluídos nas cobranças gerais passaram a ter cobrança individual. Imagine assim: Você contrata uma diarista para arrumar sua casa, ao final do dia ela lhe cobra o justo preço acertado, mas na próxima semana, além da diária ela lhe cobra separadamente por varrer a casa. Na terceira semana por passar a roupa, assim por diante além da diária você paga para cada serviço um adicional. É exatamente isto que estamos vendo acontecer com os bancos.
Como o consumidor pode se proteger contra isso? Escolhendo outra instituição bancária? Mas como isso é possível quando todas elas percebem que se todas cobrarem o consumidor ficará a sua mercê? Somente podemos nos defender com medidas gerais como o PCAF, torcer para que a justiça, a lei e o respeito aos contratos sejam acolhidos pelo poder judiciário.
O PCAF não refere-se exclusivamente a restituição de valores, mas também é para o cidadão jovem que possui conta corrente a um ou dois anos, mas não quer passar os próximos 40 anos pagando cada vez mais taxas, as vezes absurdas como a mais recente que pretende cobrar sobre o pagamento adiantado das dívidas. Isso mesmo, o cidadão paga adiantado e por isso paga uma taxa. UM VERDADEIRO ABSURDO!

Legenda: Marcos Vendramini.

Nome da foto: marcos_editorial

Fonte: Marcos Vendramini – Presidente do IPDC

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