> MP-PR investiga mistura de sementes transgênicas às convencionais    
 

     Foi realizada dia 13 de março, na sede do Ministério Público do Paraná, uma reunião com dez cooperativas e empresas que comercializam produtos agrícolas e sementes, para discutir a separação entre sementes transgênicas e convencionais, vendidas aos agricultores do estado. A reunião também contou com a presença de representantes das Secretarias Estaduais da Agricultura, Saúde, Indústria e Comércio, da Claspar (Empresa Paranaense de Classificação de Produtos), do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) e da Casa Civil.
O objetivo do Ministério Público era propor um termo de ajustamento de conduta que garantisse a pureza das sementes aos agricultores que compram a espécie comum e que garantisse a esses produtores a compra da safra como produto integralmente convencional. “Não podemos aceitar que as empresas vendam sementes convencionais que contenham porcentagem de sementes geneticamente modificadas e que, depois, na hora de comprar a safra do produtor, a considerem transgênica e queiram cobrar royalts por isso”, afirma o promotor de Justiça Edson Luiz Peters, que conduziu a reunião.
As dez empresas que participaram da audiência, juntamente com mais uma, que não pôde estar representada na reunião, tiveram amostras de suas sementes convencionais analisadas pela Claspar, e nelas foi encontrada percentagem de produto transgênico. As empresas argumentam que deve haver certa tolerância, já que seria tecnicamente impossível separar completamente as sementes convencionais e que haveria fundamentação legal que permitiria um certo grau de mistura entre os grãos.
Ao final da reunião, foi estabelecido prazo de 30 dias para que as empresas analisassem a proposta de ajustamento de conduta do MP e encaminhassem novos documentos e fundamentações ao órgão, que abriu procedimento específico para tratar do assunto.


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