> Transgênicos: tecnologia ou trapaça avançando no campo    
 

     Desde o século XIX, o estudioso Gregor Mendel desvendou as características genéticas dos vegetais, a partir deste momento à curiosidade só aumentou. Os cientistas sempre buscaram métodos para desenvolver combinações genéticas para as plantas, com o objetivo de obter maior qualidade e produtividade.
Estes estudos receberam o nome de hibridação, com o passar do tempo os resultados finais não estavam previstos, porém as combinações abriram portas para a atual biotecnologia, que denominamos como “Alimentos Transgênicos”, isto é, alterados ou manipulados geneticamente.
Hibridação: Esta prática ocorre entre seres que são da mesma espécie. Na Hibridação ocorre a mistura de dois códigos genéticos completos, sem saber o resultado final.
Biotecnologia (Transgênicos): São utilizados espécies diferentes, portanto com informações genéticas diferentes, para gerar uma espécie nova. Nos Transgênicos, a vantagem de os genes usados para fins extremamente definidos.

O que são Transgênicos?
São plantas geneticamente modificadas, isto é, com as técnicas de engenharia genética modernas permitem que se retire de um organismo genes (fragmentos de DNA) responsáveis pelas características, o objetivo é a transferência destes genes para outros organismos.
Com este tipo de tecnologia, os produtores têm capacidade de produzir plantas mais resistentes à pragas, adaptando-as ao cultivo em terras inóspitas, em condições climáticas diversas, enriquecendo-as com nutrientes especiais, e produzindo plantas como produtoras de substâncias para fins terapêuticos, entre outras formas de cultivo.
Segundo pesquisa desenvolvida pela UNICAMP (Universidade de Campinas - SP), nem todo organismo geneticamente modificado (OGM), pode ser considerado como transgênico. Recentemente foram desenvolvidas leveduras geneticamente modificadas, capazes de reduzir custos de produção de álcool no país. Contudo, este estudo não pode ser considerado transgênico, pois não foram introduzidos genes de outro organismo em sua composição, mas sim, utilizados os genes do próprio organismo para desenvolvê-lo, isto é, os genes só foram modificados de lugar.

Plantação transgênica é realidade no Brasil.

Um destes genes torna a planta mais resistente ao vírus denominado “mancha anular” ou “mosaico”, que é responsável por grandes prejuízos no desenvolvimento da fruta.
Já a soja, no Brasil, é patenteada pela empresa Monsanto, que estuda a biotecnologia. A soja recebeu um gene retirado de uma bactéria que a torna resistente aos herbicidas utilizados, isto representa a redução de 15% nos custos de produção e pode refletir na diminuição dos preços ao consumidor final.
Com a modificação genética as plantas têm maior resistência às pragas e não necessitam de tantos cuidados para se desenvolverem com saúde e qualidade.
Segundo o engenheiro Marcelo Silva, a política do Governo do Paraná em relação à produção e à comercialização dos OGM (Organismos Geneticamente Modificados) baseia-se na constatação de incertezas, o que justifica plenamente a adoção do Princípio da Precaução, dada em 14 de junho de 1992, na Conferência RIO 92.
“Se analisarmos os impactos sobre a saúde humana e sobre o meio ambiente, verificaremos que existem ainda importantes controvérsias no mundo científico quanto aos critérios de análise de risco adotados para avaliar a biossegurança dos OGM, e também pelo fato de que não se dispõe ainda de uma infra-estrutura a nível mundial, capaz de monitorar os efeitos dos organismos geneticamente modificados no longo prazo”, comentou Marcelo Silva.
Segundo o engenheiro, do ponto de vista agronômico, as cultivares de soja convencional superam as variedades geneticamente modificadas atualmente disponíveis, em termos de estabilidade ambiental, produção e produtividade, além de proporcionar vantagens comerciais advindas da não necessidade de certificação, o que garante a agregação de valor à soja paranaense, o que converge na exclusividade das exportações pelo Porto de Paranaguá, que pauta pelo embarque de produtos convencionais.
“É de fundamental importância destacar ainda o poder de monopólio das empresas de biotecnologia sobre o controle da reprodução das sementes, na medida em que a transgênia traz em seu bojo um sistema de rastreabilidade que permite um controle contínuo e eficaz sobre o pagamento dos direitos de propriedade intelectual. Logo, as empresas de sementes tenderão a abandonar o melhoramento genético convencional, deixando os agricultores totalmente dependentes das variedades geneticamente modificadas. Neste caso, os agricultores ficariam sem nenhum parâmetro de comparação agronômica e, portanto sem possibilidade de escolha”, disse Marcelo Silva.
Ainda segundo o engenheiro, não existem ainda no Brasil instituições reguladoras capazes de dar uma resposta imediata a essas questões, de forma a poder estabelecer parâmetros de análise e de gestão do risco minimamente confiáveis. Tais parâmetros devem levar em consideração não apenas os aspectos ambientais como os aspectos técnicos e econômicos. É a análise da combinação desses aspectos que poderá garantir uma gestão eficaz e responsável de nossos recursos naturais. E é justamente porque o Brasil e, em especial o Paraná, mantém a sua competitividade no mercado internacional de commodities, produzindo em sua maioria grãos não geneticamente modificados, que o Governo do Paraná adota o Princípio da Precaução. Uma Política que combina a Precaução da saúde humana e animal, ambiental e comercial.

Um bom exemplo de plantas transgênicas são: o arroz dourado e o mamão transgênico brasileiro.


Arroz Dourado: Este arroz é enriquecido com beta-caroteno e ferro, ele foi desenvolvido por pesquisadores suíços e alemães. Além de conter os genes normais de sua espécie, o arroz contém também fragmentos de DNA da bactéria ERVINIA UREDOVORA e de uma flor, o NARCISO SILVESTRE.

Mamão Transgênico:
Com o mesmo gosto e a mesma e a mesma aparência, o mamão papaia transgênico contém dois genes a mais do que sua composição normal, este foi desenvolvido pela EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), no Brasil.


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