No dia 22 de agosto, terça-feira, o comitê central do atual governador Roberto Requião, passou por momentos difíceis. Presidentes de associações de moradores, líderes comunitários e cabos eleitorais, reivindicavam o pagamento salarial por seus serviços em prol da reeleição de Requião.
O grupo acusava o presidente da Federação Comunitária de Associações de Moradores de Curitiba e Região Metropolitana (Femoclan) e coordenador do comitê do governador de ter contratado cerca de 800 presidentes de associações de moradores e clube de mães para reunir filiados ao partido PMDB.
Michel Guimarães, da associação de Moradores de paineiras e coordenador geral da FEMOCLAN disse que, a cada 100 pessoas que conseguissem, o comitê pagaria 400,00. “Trabalhamos e agora não querem nos pagar”, afirmou.

Valdenir Dias
“Não cumpriram a promessa. O Valdenir disse que o homem vale pela palavra. Mas Requião não tem honra nenhuma”, desabafou a vice-presidente da Associação de Moradores do Boqueirão, Marisa Przybyszwski.
Para conter a manifestação, os coordenadores da campanha prometeram adiantar R$ 300,00 até as 17h00. Mas não houve acordo, as lideranças resolveram aceitar somente o valor integral de R$400,00 como prometido.
Segundo o Jornal do Estado, Valdenir Dias foi procurado para esclarecer as acusações, mas não quis falar sobre o ocorrido.
Além destas acusações, o comitê é suspeito de pagar presidentes de associações de moradores e líderes comunitários, para cadastrar pessoas para um jantar com o candidato.
O tumulto começou quando os cabos eleitorais tentaram receber o dinheiro prometido pelo trabalho de cadastramento. Os manifestantes contaram ao Jornal Gazeta do Povo, que o partido prometeu pagar R$400,00 a cada 100 fichas preenchidas. O cadastramento começou em julho.
Valdenir Dias informou que este acordo, com os líderes comunitários e associações de moradores para pagar R$400,00 por cadastros de eleitores, não existia. Após esta afirmação, voltou atrás e disse que todos que trabalharam na campanha iriam receber por seus trabalhos, informou ainda que eles sabiam a que trabalho se referia.
O vereador disse que as fichas de cadastro pediam sim alguns dados, mas não o título de eleitor, como os manifestantes haviam afirmado.
Segundo o jornal Gazeta do Povo, a redação obteve uma ficha que entre outras informações, pedia o número do título, a zona, a seção e os candidatos a deputados federal e estadual dos eleitores cadastrados.
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