>Bandeira 2: benefício ou desvantagem aos consumidores?    
 

     Nos últimos meses os curitibanos e turistas que visitam a capital tem utilizado com frequência o serviço de taxi. A valorização deste serviço elevou-se após a utilização durante as 24 horas do dia a bandeira um. Por ser um método de cobrança mais barato, os consumidores preferem e aprovam a batalha que vem sendo travada entre as empresas que prestam este tipo de trabalho. Segundo dados fornecidos pela URBS fiscalizadora deste exercício, a capital tem cerca de 5 mil motoristas de taxi, entre permissionários, que são os proprietários de veículos, condutores colaboradores de permissionários e os empregados destas empresas.
A bandeira dois custa em média 30% mais caro que a bandeira um. Os valores utilizados de acordo com tabela da categoria são de R$3,50 na bandeirada (o momento em que o passageiro entra no taxi), a bandeira um tem custo de R$1,60 e a bandeira dois atua no valor de R$2,00. Em um passado não muito distante a bandeira um funcionava das 6 da manhã às 8 da noite, de segunda a sexta-feira, já a bandeira dois era utilizada nos outros horários, finais de semana e feriados. Hoje a realidade mudou, a bandeira um é usada por 24 horas e atende uma necessidade emergêncial do consumidor, o que é vantajoso, pois se torna mais acessível para todas as classes sociais, além de deixar a bandeira dois praticamente esquecida entre as tarifas.
Segundo o Vereador Jairo Marcelino da Câmara dos Deputados de Curitiba, a bandeira dois é uma conquistada classe trabalhadora dos taxistas, pois, além de trabalharem em horários que não há muita circulação de pessoas, como o período noturno, também arriscam suas vidas por estarem expostos a violência urbana. Ainda segundo o vereador, a maioria dos taxistas trabalham pagando diárias aos permissionários ou são funcionários de empresas de taxi, estes trabalhadores estão em desvantagem, pois além de correr alguns ricos, que é natural da profissão, também acabam por receber pelo seu trabalho valores não condizentes com o que enfrentou durante sua jornada. “Existe uma lei que perdura por mais de 20 anos, em que o horário de atuação da bandeira dois, foi uma conquista da classe dos taxistas” afirma Marcelino.

Taxistas aguardam chamadas de clientes no centro de Curitiba

“E vieram neste meio pessoas, que quiseram tirar este direito adquirido pelos trabalhadores, ofertando um serviço mais barato, sem dar garantia alguma. Se pelo menos houvesse uma queda no valor da diária ou aluguel do veiculo, que é necessário para os taxistas trabalharem, até seria louvável esta atitude da bandeira um 24 horas, mas infelizmente o trabalhador paga para poder trabalhar neste caso. Mas nada impede que o motorista utilize bandeira um durante a noite, isso é uma negociação feita entre empregado e empresa”, disse Marcelino.
“O que nós queremos e defendemos na Câmara dos Vereadores, é que esta lei seja mantida e respeitada pelos empresas e autônomos, manter a bandeira dois no período após 20 horas,” conta Marcelino.
Quando indagado sobre as vantagens e desvantagens ao consumidor, o vereador informou que o cidadão não estará sendo lesado, pois saberá o real valor a pagar pelo que utilizou, exigindo a ligação do taxímetro no momento do embarque.
Todos os taxistas do estado passam por uma intensa preparação. Para ser motorista é preciso ter uma habilitação específica que é o certificado cadastral de condutor. Eles passam por um curso feito pela Senac, em parceria com a Urbs, com duração de 54 horas. Eles são orientados sobre direção defensiva, primeiros socorros, informações turísticas e sobre comunicação e atendimento ao passageiro.

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